Vivendo num país como o Brasil, um emergente novo rico e deslumbrado com tanto poder econômico, mas carente daquilo que lhe é mais básico como saúde, educação e senso de coletividade, penso que deveria ser seriamente revisto o processo eleitoral para cargos administrativos. É, deveria ser repensada a forma como são habilitados os candidatos a presidente, governador e prefeito.
Acho que qualquer indivíduo que tivesse a intenção de comandar o país, o estado ou a cidade, deveria então se inscrever numa espécie de gincana, um “No Limite” eleitoral. Uma vez inscrito o pretendente ao cargo abdicaria imediatamente da vida classe A-B e dos luxos que ela proporciona pra viver como um brasileiro de verdade. Deixaria a mansão ou o mega apartamento e iria morar numa casa bem simples na periferia da cidade. Abriria mão do salário milionário e passaria a receber apenas o mínimo e ganharia 4 dependentes pra sustentar com essa quantia. Não teria carro e seria forçado a usar o transporte público coletivo. Obviamente que também não poderia se dar ao luxo de correr pros melhores hospitais privados no sinal de uma simples palpitação no peito, pelo contrário, seria obrigado a esperar horas e mais horas deitado em algum corredor de um hospital público lotado. E teria que implorar pelo amor de Deus pra ser atendido. E depois teria que ficar mais um bom tempo à espera do medicamento prescrito que, claro, estaria em falta na farmácia gratuita oferecida pelo sistema de saúde do governo.
Seus filhos não teriam acesso à escola particular e teriam que se virar na pública mesmo, onde chove dentro da sala de aula, falta merenda e professores. Na sua rua não teria saneamento básico, o esgoto seria à céu aberto e luz e água seriam itens de luxo. E em dias de chuva sua casa seria inundada, seus poucos móveis comprometidos e sua família obrigada a passar noites e mais noites num abrigo público improvisado. A comida na mesa para alimentar a prole seria sua epopeia diária e seu objetivo maior na vida.
E se o candidato sobreviver com dignidade à essa gincana que duraria pelo menos 1 ano, aí então ele estaria apto a concorrer a um cargo público de presidente, governador ou prefeito. Porque eu acredito que só sentindo na pele aquilo que o povo sente diariamente é que nossos governantes seriam capazes de fazer um trabalho sério e consciente, ao invés de passarem o tempo inteiro roubando de quem não tem.
Justo, vocês não acham?
Andre Barbosa
O desejo por novidade e por conhecer sempre mais sobre o comportamento humano é o que move esse publicitário carioca, que já mora em Porto Alegre há duas décadas.
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